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Vês?? É assim. Liberta o pulso no final do lançamento. - sorria para a bola e para mim.
Hoje sou eu que sorrio para ele de saudades.
thanks mike... you'll always be my hero
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O Pacheco tinha mácula, e isso tornava-o imaculado
Ai daquelas que morram (s)em pecado mortal! Bem-aventurados aqueles que cumpriram t(s)ua santíssima vontade, porque a segunda morte não lhes fará mal.
(Cântico das Criaturas segundo a tradição franciscana - adulterado por mim)
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Repete-se, passados três anos, a minha escolha dos cinco discos que mais gostei de ouvir no ano transacto. Interrogo-me porque não o fiz nos anteriores. Interrogo-me, só isso.
Sem qualquer ordem associada são estes os cinco discos com que passei momentos mais prazenteiros:
- Arcade Fire - Neon Bible;
- Of Montreal - Hising Fauna, Are You the Destroyer?;
- Georgia Anne Muldrow & Dudley Perkins - Message Uni Versa;
- Patrick Cleandenim - Baby Comes Home; e
- Erik Truffaz - Arkhangelsk.
Diz o meu perfil no last.fm que Neon Bible foi o álbum que mais rodou por estes lados no ano de 2007, mais precisamente 68 vezes. Foi como previa, explodiu com o que havia na minha playlist.
Arcade Fire - Ocean of Noise
Hising Fauna, Are You the Destroyer? é o albúm mais consistente dos Of Montreal, uma espécie de grand finale de anteriores esforços. Kevin Barnes, líder do conjunto, antevê uma declinação para o funk em próximos trabalhos; parece-me muito bem.
Of Montreal - Heimdalsgate like a Promethean Curse
Por falar em funk, Georgia Anne Muldrow e Dudley Perkins, juntaram-se em G&D para idealizar o albúm mais cool do ano. É difícil de caracterizar este Message Uni Versa, talvez assim: spaced-out-neo-soul-quirky-r&b-utopia-funk. Georgia A. Muldrow equilibra o disco pela voz, e Dudley Perkins, acólito de Madlib, descarrega energia cósmica em todas as faixas, muito ao estilo de Geroge Clinton e Lee "Scratch" Perry; “I was sent by the divine forces of the universe to bring a message of funk and light to the good people of planet Earth!" Ámen.
Georgia Anne Muldrow & Dudley Perkins - Time
Um tipo de 21 anos de nome (artístico) Patrick Cleandenim fez esta pequena jóia de precisão musical num estilo indie-noir meets 60's pop-orchestra. Falta-lhe um pouco de densidade lírica, mas promete muito para o futuro.
Patrick Cleandenim - Birds of Fashion
Qualquer lista que eu faça tem que incluir sempre Erik Truffaz.
Erik Truffaz - Red Cloud
(Menção honrosa para os The Sounds)
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Roy Lichtenstein - Whaam!, 1963
O humor da pop art carece de agressividade, a as suas profanações não são inspiradas pela negação ou pelo sacrilégio, mas sim no "why not?" característico da fleuma anglo-saxónica. Também não se trata de uma revolta metafísica; no fundo é passivo e conformista. Não é busca da inocência ou da "vida anterior", como o movimento beat, embora como eles, e com maior frequência, caia no sentimental. Os súbitos acessos de brutalidade são, precisamente, uma forma de contrariar esse sentimentalismo. É uma típica reacção nacional: os anglo-americanos passam de um a outro extremo com a mesma facilidade que os portugueses saltam da euforia à depressão. O grande mestre dos pintores pop é Schwitters que chamava à sua arte despojos e resíduos Merz, alusão a Kommerz (comércio), Ausmerzen (resíduos), Herz, (coração) e Schmerz (pena). Um "dolorismo" salvo pelo humor e pela fantasia, mas não isento de self-pity.
Duchamps e Picabia, como todos os dadaístas e depois os surrealistas, viveram em perpétuo combate contra as massas e contra a minoria; a pop art, em troca, é um populismo de gente acomodada
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Nouvelle Vague - über french
Andreas Scholl - totally frenchless
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jmnk @ watamu with kwesha, the star
Sankanda (trad. Gabão - arnj. P. Akendengué)
Lasset Uns Den Nicht Zerteilen (J. S. Bach, Paixão de S. João, BWV 245 N.27B - arnj. H. Courson)
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Arcangelo Corelli (1653-1713)
Concerti Grossi Op.6
Concerto da chiesa nº2 in Fa maggiore
Vivace-Allegro-Adagio-Vivace-Allegro-Adagio-Largo andante
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Erik Truffaz - Snake Charmer Man feat. Ed Harcourt
(fluindo no podcast, obviamente)
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[descrito em viagem 22/09/2006]
Não são oásis os hotéis em África, engana-se Kapuściński. São construções de ironia e funcionamento. Ironia óbvia ao dobrar a esquina, e funcionamento esperançoso. Há uma África que funciona longe dos peditórios globais (ou mundiais, à francesa) e longe das mãos dos governos. Evito ficar em hotéis quando me perco em África - puro snobismo; mas quando por qualquer razão os encontro nunca me arrependo.
(teaser - via Slate Magazine)
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Georg Friedrich Händel (1685 - 1759)
Amarilli vezzosa (il duello amoroso) HWV 82
Recitativo: Or Su, Giacché Ostinato (Amarilli & Daliso)
Aria a due con Ritornello: Sì, Sì, Lasciami, Ingrata (...)
Amarilli: Hélène Guilmette (Soprano)
Dalsio: Andreas Scholl (Controtenore)
Accademia Bizantina dir. Ottavio Dantone
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Eberhard Havekost - Click and Fly, 2000
A arte e a poesia do nosso tempo nascem no momento em que o artista insere subjectividade na ordem da objectividade. Esta operação sensibiliza a natureza e a obra, mas, ao mesmo tempo, relativiza-as. Há cerca de dois séculos que a ironia romântica tem sido o alimento-veneno da arte e da literatura no Ocidente. Alimento porque é a levedura da "beleza moderna", segundo a definiu Baudelaire: o bizarro e o único. Ou seja: objectividade rasgada pela subjectividade irónica, que é sempre consciência da contingência humana; consciência da morte. Veneno porque a "beleza moderna", ao contrário da antiga, está condenada a destruir-se a si mesma; para ser, para afirmar a sua modernidade, necessita de negar o que ainda ontem era moderno. Necessita negar-se a si mesma. A "beleza moderna" é bizarra porque é diferente da de ontem e por isso mesmo é histórica. É mudança, é caduca: historicidade e mortalidade.
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A pedido de inúmeras famílias (ok, bastaram dois mails para me convencer) volto em breve à série sophia per la musica ou como-converter-aferros-desviantes-em-posts-pretensiosos.
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Bless you...
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Como o planeta não é só oval, redondo ou encestável, e nem todos os atletas são olímpicos (seria uma chatice), fica aqui a referência à Isabel (aka bolinha) que irá participar no Campeonato Mundial de Escalada na categoria de Dificuldade (presumo que seja difícil). Para ela e para os restantes atletas fica aqui o meu abraço (sem técnica assinalável) de boa sorte.
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- A Sibila, Agustina Bessa Luís
- Austerlitz, Sebald
- Clarissa, Erico Veríssimo,
- Jane Eyre, Charlotte Brontë
- Bichos, Miguel Torga
- O Perfume, Patrick Süskind
- A Peste, Camus
- Visões do Futuro, Arthur C. Clark
- Ecstasy, Irvine Welsh
- Papillon, Henri Charriere
Como mandam as regras lanço daqui o repto, ao kyler, ao Bernardo, ao João Galamba, à Alaíde à Ana e ao Henrique Silveira
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ps: ainda uns fins do mês por preencher
ps2: assinalando o regresso do bernardo
ps3: o meu leitor de feeds apresenta o extraordinário número de 1823 posts não lidos; vai demorar o seu tempo
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Kapuscinski’s final book, “Travels With Herodotus,” is about the Father of History, a man so bound by his fifth-century-B.C. perception and experience as to appear by modern standards almost intellectually comatose. “He had never heard of China,” Kapuscinski writes, “or Japan, he did not know of Australia or Oceania, had no inkling of the existence, much less the great flowering, of the Americas. If truth be told, he knew little of note about western and northern Europe.” He also believed that Ethiopian men ejaculated black semen. Yet, to Kapuscinski, Herodotus was “the first globalist” and “the first to argue that each culture requires acceptance and understanding.”
ler a excelente crítica de Tom Bissell ao último livro de Ryszard Kapuscinski
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foto vencedora do concurso de fotografia da edp; por
Filipa Freire de Andrade Gonçalves, my baby sister
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Jean-Baptiste Lully (1632 - 1687)
Le Bourgeois Gentilhomme
Marche pour la Cerérémonie turque
Le Concert des Nations direc. Jordi Savall
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A pessoa humana sobreviveu a dois totalitarismos: sobreviverá à tecnificação do mundo?
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Há 6 anos deixei de fumar, voltando a incorrer nos prazeres do fumo em certas ocasiões mais ou menos prolongadas. A fada plúmbea não se esquece, demora-se na memória.
(repost 19/10/2005)
Ultimamente assumi o meu namoro com a fada, mas por pouco tempo, espero.
Ler e apreciar.
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Antonio Vivaldi (1678 - 1741)
Nel torbido mio petto
Aria - Perfidissimo Cor! Iniquo Fato! RV674
Controtenore - Philippe Jaroussky
Essemble Artaserse
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A minha regra é a de usar dupla precaução a interpretar os movimentos filosóficos, científicos ou meramente de opinião cuja liderança seja feita predominantemente por intelectuais judeus.As minhas regras ao ler coisas destas são, usar tripla precaução, questionar-me como se avalia o grau de pureza de um intlectual e rir-me desalmadamente.







